sábado, 30 de abril de 2011

"Quando se lê e interpreta tudo a partir de Jesus, nenhuma religião, filosofia, sistema de governo, ou as ilusões das virtudes humanas — ficam em pé!..."
Caio Fábio

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Certezas

Caminho por entre pedras 
na certeza de chegar a uma rota plana
que me dê descanso aos pés.
Sigo entre feras, temendo sempre o ataque
visível ou pelas costas já descarnadas.
Ah, o poder da língua
inflamada pelo inferno
devastando tudo em labaredas!
Os olhares de incerteza, de soslaio
os rancores, a inveja de tantos
tamanha indiferença!
Mas não posso parar a caminhada
ainda que tudo doa muito
porque existe um abrigo
onde posso chegar e descansar
limpar-me, alimentar-me, dessedentar-me
e até olvidar
o que para trás ficou.
E é neste abrigo que tenho como meta
que chego estafada, mas feliz.
Teus braços me envolvem
me confortam
Tua voz me acalma
Tua suavidade me equilibra
Teu Amor me restaura
me eleva, me ilumina.
E é na simplicidade das coisas mais belas
que me dás a força
para prosseguir.


A um pregador

 As palavras do pregador
cairam sobre mim
como bálsamo
e ficaram indeléveis.
Não porque o pregador as falasse,
mas porque as que ele falava
eram Tuas!

Sobre Blogs

Nem todos os blogs que sigo, o faço por aprovação às mensagens postadas. Busco posicionamentos simples, porque o Evangelho é simples e direto. Mas leio de tudo um pouco, retendo o que está de acordo com a Palavra da Verdade, sem mistificações ou rituais diabólicos.
Vivo na liberdade que Cristo me deu, gratuitamente.
Se eu peco?
Claro que sim! Sou humana e ainda estou neste mundo ao qual não pertenço, mas o meu alvo é que Cristo seja formado em mim, ter a mente de Cristo, amar como ELE amou e estar com ELE logo.
Tenho dúvidas se, diante da glória de Deus, eu poderei sequer pensar nos meus entes queridos e salvos pelo sangue precioso de Cristo. Mas isso é extrapolar demais.
Como dizia na brincadeira um irmão, acho que a única pessoa que reconheceremos será Adão, porque é o único que não tem umbigo. 
Tenho comigo, guardada no coração, a certeza de que só poderei ver mesmo a tremenda Glória do meu Senhor e Deus, mais nada, posto que ela suplantará a tudo. Mas a seguir, na reunião dos santos, acho que verei os meus e as pessoas todas salvas.
São conjecturas...
Quem poderá dizer como será a vida eterna que Jesus Cristo nos preparou? Só podemos imaginar em nossas cabeças pequenas algo grandioso demais, mas que em nada se parece com o que iremos nos deparar...
Enquanto isso eu leio blogs e vejo vídeos, alguns que me tocam o coração profundamente, outros que enveredam por caminhos dos quais não quero partilhar, porque não se adequam à Palavra.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

É Proibido Pensar

Deus não nos livre de um Brasil Evangélico


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Ter, 26 de Abril de 2011 23:48
Reflexão Episcopal

 

Deus Não Nos Livre de um Brasil Evangélico

Uma primeira constatação é que estamos ainda distantes de ser um “país evangélico”: quarenta milhões da população é formada por miseráveis; uma insegurança pública generalizada; uma educação pública de faz-de-conta; uma saúde pública caindo aos pedaços, assim como as nossas estradas, a corrupção endêmica no aparelho do Estado, o consumo da droga ascendente, prostituição, discriminação contra os negros e os indígenas, infanticídio no ventre, paradas de orgulho do pecado, uma das maiores desigualdades sociais do mundo. Uma grande distância do exemplo de vida e dos ensinamentos de Jesus de Nazaré, cujas narrativas e palavras somente conhecemos por um livro chamado de Bíblia, que o mesmo citava com frequência, e que foi organizado por uma entidade fundada pelo próprio: uma tal de Igreja. Uma grande distância da ética e da “vida abundante” apregoada pelas Boas Novas, o Evangelho.

Percebemos sinais do sagrado cristão em nossa História e em nossa Cultura, mas, no geral, ficando na superfície. Se os símbolos importassem tanto, o Rio de Janeiro, com aquela imensa estátua do Cristo Redentor, deveria ser uma antecâmara do Paraíso.

Como cidadão responsável, e como cristão, como eu gostaria que o meu País fosse marcado pela justiça, pela segurança, pela paz, fruto do impacto das Boas Novas, do Evangelho. Sinceramente, gostaria muito que tivéssemos um Brasil mais evangélico.

Fico feliz que Deus não tenha nos livrado da imigração dos protestantes alemães, suíços, japoneses, coreanos, e tantos outros. Fico feliz pelo seu trabalho e por sua fé.

Fico feliz por Deus não nos ter livrado do escocês Robert R. Kalley, médico, filantropo e pastor escocês, fugindo do cacete na Ilha da Madeira (Portugal), pioneiro da pregação do Evangelho entre nós, nos deixando as igrejas congregacionais. Ele nem era norte-americano, nem fundamentalista, pois esse movimento somente surgiria meio século depois. Eram norte-americanos, e também não-fundamentalistas os pioneiros das igrejas presbiteriana, batista, metodista e episcopal anglicana que vieram ao Brasil na segunda metade do século XIX.

Fico feliz por Deus não nos ter livrado desses teimosos colportores que varavam os nossos sertões sendo apedrejados, vendendo aquelas Bíblias “falsas”, cuja leitura, ao longo do tempo, foi tirando gente da cachaça e dos prostíbulos, reduzindo os seus riscos de câncer de pulmão, cuidando melhor de sua família, como trabalhadores e cidadãos exemplares.

Fico feliz por Deus não ter nos livrado desses colégios mistos, desses colégios técnicos (agrícolas, comerciais e industriais), trazidos por esses missionários estrangeiros, em cujo espaço confessei a Jesus Cristo como meu único Senhor e Salvador. E, é claro, tem muita gente agradecendo a Deus por não nos ter livrado do voleibol e do basquetebol introduzido pioneiramente nesses colégios... nem pelo fato do apoio à Abolição da Escravatura, à República ou ao Estado Laico.

Por essas e outras razões, é que vou comemorar (com uma avaliação crítica) com gratidão, dentro de seis anos, os 500 anos da Reforma Protestante do Século XVI, corrente da Cristandade da qual sou militante de carteirinha desde os meus dezenove anos.

Essa gratidão ao Deus que não nos livrou dos protestantes de imigração e dos protestantes de missão, inclui, sinceramente, os protestantes pentecostais, herdeiros daquela igreja original, dirigida por um negro caolho (afro-descendente portador de deficiência visual parcial, na linguagem do puritanismo de esquerda, conhecido por“politicamente correto”)..., mas que abalaria os alicerces religiosos do mundo. Eu mesmo sou um velho mestiço brasileiro e nordestino, e não me vejo como um ítalo-luso-afro-ameríndio de terceira idade...

Olhando para o termo “evangélico”, usado sistematicamente na Inglaterra, a partir de meados do século XIX, como uma confluência da Reforma e de alguns dos seus desdobramentos, como o Confessionalismo, o Puritanismo, o Pietismo, o Avivalismo e o Movimento Missionário, com paixão missionária pelo Evangelho que transforma, dou graças a Deus que Ele não nos tenha livrado da presença dos seus seguidores e propagadores. Até porque, por muito tempo, não tivemos presença fundamentalista (no sentido posterior) e nem do liberalismo, pois esses últimos são bons de congressos e revoluções de bar, mas não muito chegados a andar de mulas por sertões nunca antes trafegados...

Minha avó é quem dizia que “toda família grande vira mundiça”, se referindo ao fato de que quando qualquer instituição, grupo ou movimento social cresce, é inevitável que ao lado do crescimento do trigo haja um aumento significativo do joio. Nesse sentido, o protestantismo e o evangelicalismo brasileiro são normais (com desvios e esquisitices), mas, garanto que temos muitíssimo mais trigo (às vezes armazenados nos celeiros, quando deveriam estar sendo usados nas padarias). No meu tempo só tinha crente militante e desviado; depois apareceram os descendentes, os nominais, os de IBGE, os bissextos e os ocasionais.

No sentido histórico dou graças a Deus pelo localizado movimento fundamentalista nos Estados Unidos, em reação ao racionalismo liberal, pois também afirmo a autoridade das Sagradas Escrituras, o nascimento virginal, a cruz expiatória, o túmulo vazio e a volta do Senhor. Depois o termo foi distorcido por um movimento sectário, antiintelectual, racista, e hoje é aplicado até ao Talibã, em injustiça à proposta original

Quanto ao Tio Sam, nem todo republicano é evangélico, nem todo evangélico é republicano, embora, de época para época, haja deslocamentos religiosos-políticos naquele país. Eu mesmo não tenho muita simpatia (inclusive aqui) pelo Partido do Chá (Tea Party), pois tenho longa militância no Partido do Café e no Partido do Caldo de Cana com Pão Doce.

A Queda do Muro de Berlim assinalou o ocaso da modernidade e o início de uma ainda confusa pós-modernidade, com a mundialização da cultura anglo-saxã, no que tem de bom e no que tem de mau, mas, como nos ensina Phillip Jenkins, a Cristandade está se deslocando do hemisfério Norte para o hemisfério Sul, e, inevitavelmente, revelamos nossas imaturidades, que devem e podem ser superadas.

Agora, todo teólogo, historiador ou sociólogo da religião sérios, perceberá a inadequação do termo “protestante” ou “evangélico” (por absoluta falta de identificação caracterizadora) com o impropriamente chamado “neo-pentecostalismo”, na verdade seitas para-protestantes pseudo-pentecostais (universais, internacionais, mundiais, galáxicas ou cósmicas), e que é algo perverso e desonesto interpretar e generalizar o protestantismo, e, mais ainda, o evangelicalismo brasileiro, a partir das mesmas.

O avanço do Islã e a repressão aos cristãos onde eles dominam é um “óbvio ululante”, a defesa da vida em relação ao aborto, à eutanásia, aos casais que não querem ter filhos, ao homossexualismo, o atentado ao meio ambiente (“cultura da morte”) é coerente com o princípio da Missão Integral da Igreja na “defesa da vida e da integridade da criação”.

A identidade evangélica se faz por um rico conteúdo e não por antagonismo ou relação reativa a conjunturas.

Sabemos que o mundo jaz do maligno, que o evangelho será pregado a todo ele, mas não que todos venham a se converter, e que descendentes de cristãos nem sempre continuam nessa fé. Assim, o Brasil nunca será um País totalmente cristão, protestante ou evangélico, mas creio que será bem melhor com uma Igreja madura que, sem fugas alienantes, adesismos antiéticos ou tentações teocráticas, possa “salgar” e “iluminar”com os valores do Reino.

Para isso necessitamos (na lícita diversidade protestante quanto a aspectos secundários e periféricos) de líderes sólidos e firmes, vestindo a camisa do nosso time com entusiasmo e garra para o jogo, sem se perderem em elucubrações estéreis, de quem já perdeu a fé na Palavra, não acredita mais na Queda, nem na Redenção, nem na singularidade de Cristo, deixando uma geração órfã de heróis.

Assim, espero que Deus não nos livre dessa presença cultural transformadora; que Deus não nos livre de ser, cada vez mais, um País evangélico.

A Ele, Onipotente, Onisciente e Onipresente, Senhor do Universo e da História, com os anjos e arcanjos, coma Igreja Triunfante e a Igreja Militante, intercedendo por todos que atravessam crises espirituais, seja toda a honra e toda a glória!

Paripueira (AL), 27 de abril de 2011,
Anno Domini.

+Dom Robinson Cavalcanti, ose
Bispo Diocesano

Minha homenagem ao pr. David Wilkerson

segunda-feira, 25 de abril de 2011

RON KENOLY - JESUS IS ALIVE

Recebido por e-mail de: a nova cristandade

Um pouco de mim com Jesus



Estive desde quinta-feira p.p. meditando na caminhada de Jesus, Deus encarnado, lendo Suas palavras de vida eterna e pensando sobre minha vida com ELE.
Lembrei-me do meu iniciar de trajetória com Cristo, quando li algo que guardo sempre na memória: 
"guarda-te, que não te esqueças do Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão." Dt. 6: 12. 
Estas palavras sempre tiveram um sentido muito especial para mim, porque a vida que levei antes de Cristo foi realmente de uma servidão indiscutível a satanás. 
A começar por meu nascimento, algo provisionado por Deus, uma vez que minha mãe tentou todas as formas de aborto que lhe ensinaram para que eu não viesse ao mundo. Descobri isso aos 15 anos, lendo um diário dela (sem a sua permissão, claro, o que gerou uma forte repreensão por parte dela por chegar em casa e me encontrar aos prantos). 
Foi muito difícil conviver com aquela informação, apesar de ser a única filha e muito amada. Parecia-me que este fato sobrepujava o amor que nós sentíamos uma pela outra. Tornei-me emocionalmente carente. 
Tive problemas psicossomáticos, tornei-me ansiosa demais, comecei a fumar cigarros, não conseguia mais ler em público (era o que eu mais amava, na escola!), e muitas outras coisas ruins, como uma agressividade fora de controle, etc. Enfim, nada e nenhum tratamento fazia efeito. A cada dia mais aumentava a angústia, o sofrimento, a agressividade, o ódio por tudo o que eu vivia.
E, com o passar do tempo, fui ficando pior, até chegar a um ponto em que desejei (e pedia a ELE sempre!) que Deus tirasse minha vida e me desse a chance de encarnar novamente, para ter a chance de conseguir fazer as coisas certas. Nesta época eu já pertencera a inúmeras religiões e seitas e ainda tinha vontade de que  a reencarnação fosse verdade. Sim, minha busca por algo que preenchesse o vazio de minha alma foi desesperadora e trilhei caminhos do inferno sob todos os aspectos.
Mas, um dia, depois de muito padecimento, um grande amigo __Cássio Panuci__ com quem aprendi diversas artes satânicas e com quem partilhei as amarguras de uma vida sem Deus, veio me falar que havia se convertido (ele e sua família), que era evangélico. Ri muito, interiormente, porque imaginei por quanto tempo ele seria evangélico. Para não ser contrária a ele, aceitei seu convite para ir a um culto em uma igreja. Lembro-me que senti muita raiva dentro daquele pequeno templo. Só pensava em sair correndo dali. Quando sai e entrei em meu carro, falei para minha mãe que jamais voltaria a um lugar como aquele, cheio de ignorantes, de uma passividade nauseante. 
Isso porque a pregadora, dizia: "O Espírito Santo está me dizendo que aqui tem três pessoas que sofrem de dor nas costas. Venham até aqui e farei uma oração de cura". E iam não os três, mas dez pessoas. Ela dizia: "O Espírito Santo está me dizendo que aqui tem cinco pessoas que sofrem com dores nas pernas...". E lá iam não dez, mas 20 pessoas.
Cheia de raiva, pensava eu ao ver a cena: Essas doencinhas todo mundo tem. E que Espírito Santo é esse que sempre erra na contagem? Este povinho parece que gosta mesmo de ser ludibriado!
Sem contar que ao ser feito o apelo para a aceitação de Jesus como Senhor e Salvador eu nem me movi, mas senti um empurrão, olhei para trás e lá estava meu amigo chorando e indicando que eu fosse à frente. Levei um choque ao vê-lo assim e resolvi fazer a vontade dele. Mas não me sentia aceitando nada e nem ninguém, queria ir embora o mais rápido que pudesse.
Durante algum tempo, deixei de me lembrar do culto, da raiva, de tudo. 
Costumava passar as madrugadas vendo TV e, de repente, comecei a passar por canais onde alguém pregava e parar para ouvir. E isso foi desencadeando em mim uma vontade louca de conhecer realmente Jesus Cristo. Até que fui procurar uma igreja e lá, depois da pregação, senti uma dor e tristeza tão profundas em minha alma por meus pecados, por minha vida de erros e ao mesmo tempo uma alegria tão intensa por saber que Jesus me amava assim mesmo, que ELE me queria, que me quebrantei totalmente. Ali entreguei minha vida ao Senhor, sem restrições. 
Eu já sabia que o Amor não aumenta com a emoção e nem diminui, se ela faltar, portanto, minha emoção e lágrimas naquele momento não foram desnecessárias para mim, maravilhada como estava, mas também poderia não ter acontecido. Simples assim. Eu estava literalmente apaixonada por ELE! 
Caminho com Jesus Cristo desde aquela época, sem jamais esquecer-me de que ELE me libertou da escravidão do pecado. 
Por isso e pelas maravilhas que ELE fez e faz em minha vida, pelas inúmeras bençãos recebidas, iniciei na quinta-feira a minha meditação pelo versículo citado e a terminei bendizendo o Senhor que me salvou e me deu nova vida, sem precisar de reencarnação para vivê-la como uma nova pessoa. 
Sei que estou salva pelo sangue que ELE verteu por mim também. Isto me basta!
F. M. A.